Tarpão

Também chamado de Camurupim, Tarpon e Pirapema, o Tarpão (Megalops atlanticus) apresenta aspecto geral de uma grande sardinha. O corpo tem perfil superior retilíneo e apresenta-se fortemente comprimido. A cabeça é relativamente pequena e ocupa cerca de 1/5 do comprimento total. Os olhos são bem grandes, típicos dos peixes “visuais”. A boca é prognata e tem abertura superior, os dentes são pequenos e finos e a borda do opérculo é uma placa óssea. A nadadeira dorsal ocupa a região mediana do dorso, apresentando o último raio mais alongado. A poderosa nadadeira caudal é bem alta e tem formato de forquilha (furcado).

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Megalops atlanticus

As escamas são bem grandes e estão firmementes implantadas ao corpo. A coloração é prateada, sendo o dorso cinza azulado, variando de claro a quase preto, os flancos e o ventre são claros. Nas águas escuras, pode ficar dourado ou marrom. Pode alcançar os 2,5 metros de compimento total e cerca de 150 quilos de peso.

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 É considerado por muitos como o peixe mais esportivo do mundo.

Peixe pelágico. Vive nas águas quentes, tropicais e subtropicais do oceano Atlântico. É uma espécie costeira que também pode ser encontrada em alto mar, principalmente nos períodos de reprodução, quando migra em grandes cardumes. Freqüenta as áreas salobras dos manguezais, na parte dos canais, e também sobre áreas mais rasas cobertas nas marés cheias. Normalmente o cardume tem um peixe “líder”, que determina o rumo dos demais. Tem hábito alimentar carnívoro, com preferência por peixes, como paratis, tainhas, sardinhas, anchovas, entre outros.

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Como o Pirarucu, a bexiga natatória auxilia na respiração, suplementando a respiração branquial com bocadas de ar atmosférico (permitindo que suporte água salobra e doce estagnada e sem oxigênio), momento em que pode ser observado rapidamente na superfície, denunciando sua posição. 

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Ocorre desde o Paraná até o Amapá, com maior porte e mais comumente a Norte do litoral do Estado do Rio de janeiro.

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O equipamento empregado em sua pesca depende do tamanho dos exemplares que deseja capturar, variando do leve/médio ao pesado/muito pesado. No geral é importante o uso de bons equipamentos, pois é um peixe extremamente brigador e cheio de artimanhas. Recomenda-se o uso de empates de aço.

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Em sua pesca utiliza-se Iscas naturais, como sardinhas e paratis, e uma grande variedade de iscas artificiais, como plugs de meia água, jigs, shads e colheres.

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Dicas de Pesca: Logo após ser fisgado, salta várias vezes fora da água, requerendo muita atenção do pescador para não deixar a linha bambear. Não tenha pressa em trazer o peixe, que tem muito fôlego e só se entrega depois de brigar muito. Tenha uma boa quantidade de linha e muita disposição. Ao retirar o anzol, muito cuidado com a borda do opérculo que corta como uma navalha.

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As épocas de captura são entre novembro e março em mar aberto e no restante do ano em mangues.

Recorde: 130. Kg/ 286 lb 9 oz

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