Dourado

Predador voraz, valente e saltador, são algumas das características deste peixe, também conhecido como o “rei do rio”.

É o maior peixe de escamas encontrado nas bacias dos rios Paraná, Paraguai e Uruguai – Salminus brasiliensis, podendo as fêmeas atingir 1,2 m de comprimento e mais de 25 kg de peso(os machos dificilmente ultrapassam os 8 kg), há também uma outra espécie(Salminus Franciscanus) que habita a bacia do São Francisco que pode atingir porte ainda maior(1,5m).

Possui cabeça grande, sua boca é óssea com poderosos dentes cortantes. De corpo fusiforme, é bastante hidrodinâmico. Sua coloração é quase que total amarelo-ouro, com exceção da nadadeira caudal que possui tons de vermelho com uma faixa preta central.

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De hábitos piscívoros, alimenta-se de pequenos peixes nas águas agitadas e na foz de “corixos”, principalmente durante a vazante, quando os filhotes e jovens de outras espécies migram para a calha principal dos rios.

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O período de reprodução vai do início da estação chuvosa e prolonga-se por até 4 meses. Na desova são liberados entre 2.000.000 e 2.600.000 de ovócitos. Apesar disso, atualmente, este peixe encontra-se ameaçado e até desapareceu de inúmeros rios devido à intensa atividade de pescadores profissionais e amadores, e principalmente pela destruição de seus habitats, como a construções de barragens que impedem sua migração(Piracema) para a reprodução e alimentação, além da poluição das águas.

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Dicas de Pesca: Sua pesca pode ser realizada com iscas naturais ou artificiais, nos sistemas de corrico, rodada, pesca de arremesso ou fundeada, em pontos de passagem para os peixes ou nos locais onde suas presas se reúnem. Na pesca de iscas artificiais, escolha os plugs de meia-água de tamanhos médio e grande e também as colheres, que podem ser utilizadas tanto no arremesso em direção às margens, como para o corrico. A pesca com iscas naturais é bastante produtiva. Pode ser praticada na rodada, com um pequeno chumbo. As iscas de tuvira e sarapó são muito apreciadas por este peixe, que também não dispensa as chamadas iscas brancas, como lambaris, curimbatás, piaus e piraputangas. Use varas rápidas, linhas mais “secas” e anzóis muito bem afiados, pois é um dos peixes mais difíceis de se fisgar(sua boca é muito dura).

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foto: Pepe Meléga

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