Dourada

 Pertencentes a família Pimelodidae, dos bagres predadores, as douradas(Brachyplatystoma rousseauxii) são grandes migradoras. Chegam a percorrer mais de 3000 km, da reagião do baixo curso e do estuário Amazônico, onde as larvas começam seu desenvolvimento a regiões andinas de elevada altitude na Colombia e Peru, quando atingem a fase sexualmente madura, que em geral é por volta dos 3 anos de vida e cerca de 110 cm de comprimento.

Brachyplatystoma rousseauxii

Vivem na meia-água e próximos a superfície, atingem cerca de 2 m e 40 kg. Durante a seca e a enchente seus impulsos naturais de caçador tornam-se mais ativos, e segundo alguns pesquisadores: “Trata-se do maior predador da amazônia nesse período“.

Mas, apesar de figurar entre os principais peixes predadores da bacia amazônica, os relatos de capturas esportivas da Dourada não são tão comuns. Uma hipótese ao fato é a preferência da espécie por “águas brancas”(barrentas), normalmente evitadas pelos pescadores esportivos devido à grande quantidade de mosquitos encontrados em rios com esta característica.

Um dos peixes de maior importância econômica de toda a bacia, sendo explorado comercialmente por frotas pesqueiras de praticamente todas as vilas e cidades ao longo do rio Amazonas e seus principais tributários.

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 Dicas de pesca: A pesca com iscas naturais utilizando peixes pequenos vivos ou em pedaços é a mais indicada. Seja no fundo ou à meia-água, com a ajuda bóias, essa é uma pescaria de espera.

Equipamento: Varas pesadas, com 6 ou 7 pés, e resistência para linhas de 80 libras. Anzóis 8/0 a 10/0, dependendo do tamanho das iscas. O molinete ou carretilha deve comportar pelo menos 150 metros da linha escolhida. Pesos entre 50 e 100 gramas, conforme a correnteza do local.

Recorde de Pesca Esportiva:

38,8kg/85lb 8 oz(IGFA)

 Pescador: Gilberto Fernandes

“A briga do peixe é limpa, e muito bonita. Ele busca a correnteza e vai embora.”

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