Cachorra

A Cachorra (Hydrolocus sp.), também chamada de Pirandirá ou Payara, tem corpo com perfil superior alto e bem arqueado após a pequena cabeça. A altura representa cerca de 1/4 do comprimento total. O que chama mais atenção é sua ampla boca superior com abertura oblíqua e, principalmente, por seus dentes caniniformes próximos da sínfise mandibular (“queixo”), alojados em buracos existentes na pré-maxila. A cor geral é prata ou prata azulada, com ventre branco. O dorso é enegrecido na linha mediana. As extremidades das nadadeiras adiposa, anal e caudal são enegrecidas e normalmente apresentam uma faixa branca de posição mais periférica. Solta muito muco quando manuseada.

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Hydrolocus armatus

Espécie piscívora dotado de poderosa dentição pontiaguda que ataca presas relativamente grandes, às vezes atingindo cerca de 40-50% do comprimento total do predador. Atinge a primeira maturação com cerca de 27cm de comprimento e a reprodução ocorre de novembro a abril. Realiza migração reprodutiva a grandes distâncias rio acima. As maiores espécies são H. armatus e H. tatauaia que podem alcançar mais de 1,5 m de comprimento total e 20 quilos de peso. Não é importante comercialmente.

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Ocorre nas Bacias amazônica e Araguaia-Tocantins. Existem quatro espécies de Hydrolycus  descritas: H. scomberoides ocorre no rio Amazonas e tributários acima da boca do rio Tapajós; H. wallacei ocorre no rio Negro e na parte superior da bacia do rio Orenoco; H. armatus e H. tatauaia ocorrem na bacia amazônica, bacias dos rios Tocantins e Capim, rio Essequibo (Guiana) e bacia do rio Orenoco. Onde estão sempre associadas a ambientes lóticos, ou seja, de águas rápidas. Costuma se posicionar atrás de obstáculos na água corrente, como rochas e troncos parcial ou totalmente submersos. Pode também freqüentar os poços profundos na base de cachoeiras e corredeiras, em toda a coluna d’água. Peixe de meia água, freqüenta preferencialmente as águas mais superficiais e sub-superficiais no nascer e no pôr-do-sol.

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O equipamento empregado é do tipo médio e médio/pesado, linhas de 14, 17, 20 e 25 lb e anzóis de n° 4/0 a 6/0. É recomendável o uso de empates de aço de pelo menos 20cm, pois esse peixe possui dentes muito afiados.

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Dicas de pesca: Entre as artificiais, plugs de meia-água e colheres são as iscas mais produtivas, mas poppers e hélices também propocionam bons resultados. Não use iscas de borracha ou madeira balsa, que estragam com muita facilidade na pescaria desse espécime de peixe. Na pesca de fly, use varas de 7 a 9, com linhas floating sinking tip ou sinking, estas últimas na pesca em águas rápidas e fundas. Os streamers são as iscas mais produtivas. Já nas iscas naturais, pode ser capturado com peixes inteiros ou em pedaços (lambaris, tuviras, curimbatás, etc).

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Ao fisgar a cachorra, mantenha a vara sempre apontada para cima a fim de não deixa-la escapar. Costuma saltar fora d’água dando um belo espetáculo, mas tende a se cansar com facilidade. Não tem o hábito de procurar enroscos, o que facilita a captura. Ela não tolera muito tempo de briga e exposição ao ar, exigindo rapidez tanto na captura quanto na devolução. O pescador deve ter cuidado ao soltar esse peixe, por causa dos dentes afiados. É capturada o ano todo, preferencialmente com as águas mais altas na cheia, e também durante os períodos de subida e descida, entre as estações de seca e cheia.

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