Foto de pesca

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Pescador: Rafael Savioli

Peixe: Corimbatá (700g).

Local de captura: Rio Miranda-MS

Isca utilizada: Massinha de trigo.

Foto de pescaria

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Pescadora: Anali de Oliveira

Peixe: Piraputanga. (1,0 kg)

Local de captura: Rio Taquari, Coxim-MS

Isca utilizada: Massinha.

Foto de pescaria

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Pescadora: Anali de Oliveira

Peixe: Corvina de água doce. (1,5 kg)

Local de captura: Rio Grande, Guaraci-SP

Isca utilizada: Lambari vivo.

Fotos de pescarias

Atenção pescador amador esportivo e subaquático. 

Envie sua foto de pescaria para nós do Pesca.tur.br e participe de nosso álbum.

Basta enviar um e-mail para contato@pesca.tur.br contendo:

– A foto em anexo.

– Local da pescaria: Cidade/Estado;  (no caso do interior – nome do rio ou represa). 

– Espécie de peixe e seu peso aproximado.

– Nome do pescador amador.

– Modalidade utilizada na pesca.

*Se possível forneça mais informações úteis, como:

Material e isca utilizado na captura.  

Apaiari

Peixe de escamas da família Cichlidae, mesma do Tucunaré, o Apaiari ou Acará-açu (Astronotus spp.) é um peixe bastante agressivo e belo, possuindo uma grande variedade de cores, que em geral é verde escuro, com manchas pretas e vermelhas distribuidas irregularmente pelo corpo, e uma grande mancha ocelar na parte superior do pedúnculo da nadadeira caudal. Às vezes apresentam forte coloração avermelhada nos flancos e no ventre. Existem duas espécies identificadas como do gênero Astronotus: A. ocellatus (bacias amazônica, Araguaia-Tocantins e Prata) e A. crassipinis (bacia amazônica). Ambas possuem coloração e padrão de manchas bastante parecidos. Astronotus ocellatus se diferencia pela presença de ocelos na base da nadadeira dorsal. Os ocelos são escuros no centro e alaranjados ao redor. Ambas as espécies atingem cerca de 35-40cm de comprimento total e peso entre 1,5 a 2kg. 

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Peixes onívoros, com forte tendência a carnívoros, alimenta-se basicamente de pequenos peixes, larvas de insetos e crustáceos, eventualmente frutos/sementes. Não são migradores. Os adultos são muito apreciados como alimento (a carne branca, é de ótimo sabor) e os alevinos como peixe ornamental. Esta espécie apresenta melhor desempenho em águas com temperaturas entre 20 e 30 graus.

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Muito apreciado pela pesca esportiva, sua criação em cativeiro foi desenvolvida ainda na década de 40 pelo Departamento Nacional de Obras Contra as Secas – DNOCS, daí também sua importância econômica.

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Atinge a maturidade sexual com aproximadamente um ano de vida e sua época de reprodução ocorre de outubro a abril. Tem reprodução monogâmica até 3 vezes ao ano e são grandes protetores da próle. A desova é parcelada, podendo uma mesma fêmea depositar cerca de 2.000 a 2.500 ovos aderentes em locais previamente escolhidos. 

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Conhecido pelos Norte-americanos como “Oscar”, é muito admirado pelos aquaristas de todo mundo, devido à seu temperamento e beleza.

Ocorre nas Bacias amazônica, Araguaia-Tocantins e Prata. Foi introduzido nos açudes do Nordeste e na bacia do rio São Francisco, onde costuma ser encontrado vivendo nas lagoas marginais e igapós. Gosta de águas mais temperadas, vivendo em fundos de grotas no meio de plantas aquáticas e “tranqueiras”. 

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As melhores iscas para capturar os apaiaris, vão desde minhocas, grilos e pequenos peixes vivos (lambaris e sauás) no caso das naturais, até iscas artificiais, como pequenas colheres, spinners e plugs ultra-lights. Na modalidade de fly, consegue-se bons resultados com poppers e divers.

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O equipamento mais indicado é o ultra-ligth, com varas de ação leve, linhas de 8 a 12 libras e anzóis de n° 12 a 20.

Dicas de Pesca: Quando se pesca o apaiari, deve-se ter paciência, pois o mesmo passa estudando a isca antes de atacá-la. Às vezes é necessário passar a isca rente ao peixe por diversas vezes até que ele efetue o bote. Como ele tem uma boca pequena, o ideal é se usar iscas pequenas, com garatéias menores e finas.  

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Uma boa dica para a captura deste peixe é procura-lo na superfície, na sombra de arbustos ou entre galhadas submersas. 

Após o arremesso, devemos trabalhar a isca devagar, dando pequenas paradas e toques de ponta de vara. O ataque do apaiari é quase sempre violento e proporciona momentos de luta com tomada de linha. É importante registrar que esta espécie, depois de fisgada, procura o enrosco.

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A época ideal para a pesca do apaiari ocorre na baixa dos rios, mantendo os apaiarís nas lagoas e assim aguçando sua voracidade.

Armau

Peixes de aparência pré-histórica da família Doradidae, são chamados de Armau, Abotoado, Cuiu-cuiu ou  Armado os respresentantes desta família (Oxydoras spp). Peixes de couro, são com certeza alguns dos mais estranhos bagres de nossas águas. A principal característica dos Doradidae é a presença de uma fileira de placas ósseas na região mediana dos flancos. No centro de cada uma dessas placas existe um espinho curvo voltado para trás. Além dessas placas, algumas espécies da família também possuem o corpo parcial ou totalmente coberto por placas ósseas, nesse caso sem os espinhos. O gênero Oxydoras se distingue pela coloração cinza escuro uniforme, podendo ser amarelo barrento, cabeça estreita, focinho longo, boca inferior, olhos grandes e presença de barbilhões curtos. Seus ferrões laterais talvez sejam os mais fortes (proporcionalmente ao tamanho do peixe) dos bagres conhecidos. Entre os doradídeos existem espécies com 3-4cm até espécies de grande porte, com mais de 1m de comprimento total e 20kg, como é o caso do Oxydoras niger, o maior Doradidae da Amazônia. No Pantanal (bacia do Prata) ocorre o Oxydoras knerii, um pouco menor, com cerca de 70cm.

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Oxydoras niger

Peixes onívoros. A boca inferior e sem dentes e o focinho longo servem para conseguir os alimentos: larvas de insetos e outros invertebrados, inclusive camarões e moluscos, que vivem em meio aos detritos do fundo de rios e lagos.

Oxydoras niger, o cuiu-cuiu como é conhecido na bacia amazônica, é muito apreciado como alimento pela população local, sendo freqüentemente encontrado em mercados e feiras. Por causa do grande porte, tem alguma importância para o mercado de exportação. 

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Ocorre nas Bacias amazônica, Araguaia-Tocantins e Prata, onde são encontrados em vários hábitats, incluindo matas inundadas, lagos de várzea e canais quando os cardumes sobem os rios, mas principalmente em grandes poços no leito dos rios.

É muito comum se capturar Armaus quando se está pescando Jaú, já que ambos freqüentam os mesmos locais, sendo que o Armau, muitas vezes, serve de alimento para o Jaú.

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Porém, se o pescador partir em busca apenas do Armau, ele deve utilizar equipamento médio/pesado, composto por vara para linhas de 12 a 30 Lbs, carretilha ou molinete com capacidade para armazenar até 100m de linha com 0,50mm de diâmetro e anzóis tipo maruseigo de tamanho 6/0 a 8/0. Deve-se utilizar chumbada suficiente para que a isca venha a tocar o fundo.

As melhores iscas são as naturais, como os minhocuçus, tuviras e pedaços de peixe.

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Dica de pesca: Procede-se ancorando o barco próximo ao poço, a uma distância que faça com que a isca, ao ser arremessada, fique na parte mais profunda do rio. Será comum a ocorrência de jaús nesta pescaria, portanto leve um galão que flutue e amarre-o na ponta da corda da âncora que estiver amarrada ao barco, deixando um laço fácil de ser desfeito. Caso o peixe pareça muito maior que um Armau, desamarre o barco, deixando a âncora sinalizada e vá com o barco atrás do peixe , pois o material acima descrito serve apenas para os Armaus ficando muito leve para os Jaús.

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Deve-se ter cuidado com a série de espinhos localizados nas laterais do corpo.

Pode ser capturado durante todo o ano respeitando, logicamente, as épocas de reprodução.

Espadarte

Único representante da família Xiphiidae, o Espadarte/Swordfish (Xiphias gladius) tem como principal característica, e que lhe dá nome, o prolongamento do maxilar superior em forma de bico, porém diferentemente dos marlins, e distinto por esse motivo, apresenta a extremidade achatada em forma de espada e não cilíndrida como no caso dos marlins. Uma outra característica peculiar, é uma quilha no pedúnculo da nadadeira caudal. O corpo é alongado e fusiforme. A coloração é cinza azulado ou castanho na metade superior do corpo e marrom claro ou esbranquiçado na parte inferior. Apenas os indivíduos jovens apresentam escamas, bastante diferentes, que desaparecem gradualmente com a idade. Alcança cerca de 4,5m de comprimento total e 600kg.

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 Xiphias gladius

É muito agressivo e ataca presas pequenas e grandes. Alimenta-se principalmente de peixes de cardumes, crustáceos e lulas. A carne é considerada excelente, nos mercados é vendido em filés congelados e conhecido como “MECA”. Como é difícil de capturar e luta muito, é bastante apreciado na pesca esportiva oceânica. 

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Vive em alto mar e em áreas costeiras, tanto na superfície quanto no fundo. Peixe migrador, normalmente é solitário e não permanece na mesma área por muito tempo. Não é muito freqüente no Brasil, mas pode ser encontrado de Norte a Sul, especialmente na região Norte.

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Pode nadar próximo à superfície, expondo a nadadeira dorsal e parte da caudal.

Em sua captura é empregado equipamento do tipo “barra pesada” para pesca oceânica. As varas devem ter passadores com roldanas e as carretilhas devem ter capacidade para armazenar pelo menos 500m de linha. Só é capturado no corrico. No caso de grandes exemplares, embarcações especializadas com cadeiras próprias para pesca são indispensáveis.

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As iscas a serem utilizadas são as naturais, como peixes voadores, farnangaios e atuns, e iscas artificiais. As iscas artificiais preferidas são as grandes lulas, mas algumas vezes atacam os plugs de meia água.

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Dicas de pesca: Por melhor que seja o equipamento, se não houver calma, experiência e uma boa equipe, os peixes não serão embarcados.

Muito cuidado ao trazer o peixe para o barco, porque o bico em forma de espada pode ser bastante perigoso.

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Recorde:
536,15 kg/1182 lb 0 oz

Agulhão Bandeira

Peixe de escamas diminutas da família Isthiophoridae, o Agulhão Bandeira/Sailfish (Istiophorus albicans) apresenta como características marcantes a grande nadadeira dorsal em forma de vela de barco, o que lhe valeu o nome em inglês sailfish, e o maxilar superior alongado com seção cilindrica em forma de “bico”. A coloração do dorso é azul escuro, com os flancos azul, por vezes amarelados e ventre prateado. Apresenta faixas verticais ou séries verticais de pintas claras no dorso e nos flancos. As nadadeiras são escuras. Alcança mais de 3m de comprimento total e cerca de 65kg. 

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Agulhão-bandeira/Sailfish (Istiophorus albicans)

Espécie pelágica, oceânica e migratória, podendo ser encontrada em águas costeiras, nos locais mais profundos, porém abundam nas camadas superiores da água azul, de temperatura entre 22 e 28ºC. No verão aproximam-se mais da costa. Os indivíduos são solitários, mas formam cardumes durante a época reprodutiva e eventualmente para alimentação. A dieta é constituída por vários organismos, desde peixes oceânicos, como dourados, atuns, peixe voador, e lulas, polvos e crustáceos. Para evitar predadores, costuma levantar a nadadeira dorsal.

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O Agulhão Bandeira é considerado o peixe mais rápido em distâncias curtas, um exemplar avançou 91 m em três segundos, o que eqüivale a 109 Km/h. Devido a estas incríveis explosões de velocidade e a saltos espetaculares, este peixe é altamente esportivo. Por outro lado, não é muito comercial, e dificilmente encontrado em mercados. Sua carne é rosa bem vivo, sendo boa para sashimi e ceviche, porém de qualidade duvidosa para as demais variedades culinárias.

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O “sailfish” aparece em quase todos os mares do mundo sendo mais abundante no Rio de Janeiro, Guatemala e Pinas Bay. A variedade Atlântica alcança os sessenta quilos enquanto a do Pacífico ultrapassa os cem quilos. No Brasil ocorre nas Regiões Norte, Nordeste, Sudeste e Sul (do Amapá a Santa Catarina).

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Na captura dessa espécie são utilizados desde equipamentos de pesca oceânica até os médio/pesados para baitcasting. As linhas podem variar entre 20 e 50 lb.

A pesca do “sailfish” deve ser feita na modalidade “tlolling” ou corrico oceânico, com iscas naturais ou artificiais.

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A isca ideal é a natural de farnangaio, mas também podem pegar em paratis, cavalinhas e lulas, usadas na modalidade de corrico. Entre as artificiais, destacam-se as Lulas artificiais bem como plugs, que também são eficientes.

A velocidade desenvolvida pela embarcação deve oscilar entre sete a nove nós, com artificiais, e com naturais de quatro a seis nós.

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Dicas de Pesca: A pescaria é mais emocionante quando o peixe é localizado na superfície da água. A pesca com artificiais é bem mais dificil, pois raramente o Agulhão Bandeira ferra na batida e se isso não acontecer ele não retorna ao ataque. Quando o Agulhão ataca, o pescador deve tirar a vara da espera, deixar o carretel livre e esperar algum tempo para que ele engula a isca. Só o tempo preparará o pescador para aplicar o “strike” no momento exato. Se demorar muito o peixe come a isca só deixando a cabeça e se agir com precipitação ele a abandona, perdendo-se a ferrada. A melhor maneira de controlar o tempo de espera é contando até dez, o que corresponde ao espaço entre o ataque e o ato de engolir parcialmente a isca.

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Depois da ferrada é só trabalhar com calma, pois o peixe cansa em menos de dez minutos, porém briga muito antes de ser render. 

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Após capturado e liberado, é normal que o peixe coloque seu estômago para fora, que fica pendendo pela boca. Os peixes dessa família fazem isso como forma de se livrar de algo que os incomode, como o anzol, alga ou corda. Depois o engolem novamente sem maiores danos.

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Recorde: 64 Kg/ 141 lb 1 oz

Marlim Branco

Peixe da família Istiophoridae, o Marlim-branco/White Marlin (Tetrapturus albidus) possui em sua região pré-dorsal, a parte mais alta do corpo, que vai afilando gradativamente até o pedúnculo caudal. O corpo é levemente comprimido. Seu pedúnculo caudal é estreito com duas quilhas de cada lado, logo antes da base de inserção da poderosa nadadeira caudal, grande e furcada (características comuns entre os peixes velozes). Possui duas pequenas nadadeiras anais. A nadadeira dorsal é bem longa, com os primeiros dez raios mais altos, e comprimento superior à maior altura do corpo. Os demais raios têm altura reduzida. Essa é uma característica fácil para diferenciá-lo do marlin-azul, com o qual costuma ser confundido, cuja maior altura dos raios da nadadeira dorsal nunca é superior à maior altura do corpo, e as nadadeiras peitorais, primeira dorsal e primeira anal são pontudas, enquanto no marlim branco, arredondadas. 

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A boca terminal é grande e bem ampla, com pequenos dentes. O maxilar superior é bem alongado e tem seção cilíndrica, característica marcante dos marlins e do sailfish ou agulhão-bandeira. As nadadeiras abdominais são diferenciadas, com formato alongado e fino, e se encaixam em uma depressão do abdômem. A coloração geral é negra-azulada no dorso e branca-prateada no ventre. As nadadeiras são enegrecidas em tons de azul-escuro. A primeira dorsal tem manchas escuras arredondadas. Pode atingir pouco mais de 2,8 metros de comprimento total e cerca de 85 quilos.

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Marlim-branco/White Marlin (Tetrapturus albidus)

Difere dos espadartes (Xiphias gladius) pela seguinte característica: o “bico” nesta espécie apresenta o maxilar bem mais alongado, mas com seção achatada. Nos marlins, ele é mais curto e tem seção cilíndrica. 

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Gosta das águas afastadas em mar aberto, na região sobre o talude continental, nas áreas de grande declividade após o término da plataforma continental. Aprecia a região de encontro de correntes marinhas e também regiões como topos de montanhas submersas. Está presente no Oceano Atlântico.

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 No Brasil, ocorre nas regiões Norte, Nordeste, Sudeste e Sul. A costa ao longo do litoral do Espírito Santo é considerada a “capital mundial do marlin-branco”, devido à grande quantidade de peixes que aparecem durante o verão. Os recordes mundiais da espécie são constantemente quebrados e homologados nessa importante e privilegiada região do litoral brasileiro.

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Tem hábito alimentar carnívoro, com preferência por peixes e lulas. Gosta de dourados, atuns, bonitos, cavalinhas, peixes voadores e farnangaios, entre outros.

Peixe com hábitos solitários, encontrado aos pares durante o período de reprodução. Apesar de formar pequenos cardumes quando jovem, pode reunir-se em determinadas áreas em grande densidade.

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Não se precisa de equipamentos do tipo “barra pesada” para esta pesca oceânica. As varas podem ter ou não passadores com roldanas e as carretilhas precisam ter bastante linha mas entre 20 e 50 libras já é suficiente. É capturado no corrico.

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Em sua pesca é utiliza-do iscas naturais, como peixes voadores, farnangaios e atuns, e iscas artificiais. As iscas artificiais preferidas são as grandes lulas, mas algumas vezes atacam os plugs de meia água.

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Dicas de pesca:  Após o peixe abocanhar a isca natural, é preciso esperar que ele acomode-a na boca antes de fisgá-la. O pescador precisa ter muito sangue-frio e esperar alguns segundos antes de proceder ao Strike.

Por melhor que seja o equipamento, se não houver calma, experiência e uma boa equipe, os peixes não serão embarcados.

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As melhores épocas de pesca são no verão quando encosta a Corrente do Brasil no Sudeste e no meio do ano em ilhas afastadas e no Nordeste.

Recorde:
82.5 kg/ 181 lb 14 oz

Marlim Azul

Peixe da família Istiophoridae, o Marlim-azul/Blue Marlin (Makaira nigricans) é o maior dos peixes de bico. Espécie de grande porte, o corpo é roliço e mais alto no início da nadadeira dorsal, afila suavemente em direção à cauda. A nadadeira caudal é furcada e muito grande, característica comum dos peixes velozes, as demais nadadeiras são pontudas. A coloração predominante é azul-escuro no dorso e prata no ventre. Apresenta uma faixa longitudinal com cor de bronze nos flancos quando o peixe está vivo. É comum a presença de faixas verticais na lateral do corpo, que podem ser contínuas ou pontilhadas. Atinge cerca de 700 quilos e comprimento superior a 4,5 metros.

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É um peixe pelágico, migratório e oceânico, freqüentando as correntes quentes (acima dos 22ºC) e de águas claras do chamado “mar azul”. Pode ser encontrado sobre as regiões do talude continental e nas “rampas” (também chamadas de paredes) após a plataforma continental, além de topos de montanhas submersas. Não costuma nadar em grupos, a não ser durante a não ser durante a época de reprodução. A alimentação consiste basicamente de peixes como atuns, bonitos, dourados, peixes-voadores, farnangaios e de lulas.

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Alcança a costa brasileira no final da primavera e começo do verão (novembro a março), quando as águas limpas, azuis e quentes se aproximam da costa. Em Vitória, sua pesca pode ser feita a 18 milhas da costa onde as profundidades sofrem uma queda brusca para mais de 1000 metros. Ocorre no litoral das regiões Nordeste, Sudeste e Sul do país, com ênfase no Sudeste. 

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Em sua captura é empregado equipamento do tipo “barra pesada” para pesca oceânica. As varas devem ter passadores com roldanas e as carretilhas devem ter capacidade para armazenar pelo menos 500m de linha. Sua pesca é feita no corrico com embarcações especializadas. Para dominá-lo é preciso estar preso a uma cadeira de pesca.

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É utilizado iscas naturais, como peixes voadores, farnangaios e atuns, e iscas artificiais. As iscas artificiais preferidas são as grandes lulas, mas algumas vezes atacam os plugs de meia água.

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Dicas de Pesca: A velocidade de corrico deve ficar entre 6 e 9 nós. Por melhor que seja o equipamento, se não houver calma, experiência e uma boa equipe, os peixes não serão embarcados.

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A melhor época para a pesca é no verão quando encosta a Corrente do Brasil no Sudeste e no meio do ano em ilhas afastadas e no Nordeste.

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Recorde:
636 Kg/ 1402 lb 2 oz