Pesca de arrasto

A pesca por arrasto é feita com redes de malha fina, tracionadas por motores, que revolvem o fundo do oceano e capturam espécies em fase de desenvolvimento e a flora marítima, sem qualquer seleção. Em busca apenas do camarão, os pescadores descartam, de acordo com estimativa da Polícia Ambiental, 70% do total capturado, lançando ao mar já mortos pequenos robalos, bagres, miragaias, siris e estrelas do mar.

Tartarugas marinhas também são vítimas de redes de arrasto, o que motivou a criação de um sistema específico de escape conhecido como TED(Turtle Escape Device), exigência de exportadores americanos. Mecanismos de escape para peixes ainda estão em experimentação.

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A pesca de arrasto do camarão perto da costa não causa problemas somente à biodiversidade. O crime ambiental também é uma ameaça à saúde humana e pode prejudicar o movimento turístico. Médicos alertam que carcaças na areia podem provocar doenças dermatológicas, além de lesões estomacais em banhistas que levem à mão ou alimentos à boca após contato com o local contaminado.

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